2016

Madre Vida

Naming e Identidade Visual
INTRODUÇÃO

Como deve se parecer uma Logomarca de uma clínica popular?

Esta foi a questão norteadora de minhas pesquisas visuais e principalmente conceituais. Discorrerei um pouco sobre o período histórico para pautar minhas escolhas presentes.

Desde meados do final do século XIX, os designers estavam conscientes da necessidade de manter uma referência figurativa para que seus projetos se comunicassem de maneira persuasiva com o público em geral – eles caminhavam em uma corda bamba entre a criação de imagens expressivas e simbólicas, de um lado, e a preocupação com a organização visual total do plano da imagem, de outro. Novas técnicas de montagem e colagem de imagem foram surgindo, principalmente na Alemanha e Estados Unidos, impulsionados por formas de reduzir os custos de produção de cartazes.

É nesse contexto que surge a influência do design modernista, distanciando-se da vigente arte nouveau floral. Lucian Berrnhard, com seu senso de simplicidade, foi uma influência universal para o design de marcas daquela época até os dias de hoje.

É com base nestes princípios de simplicidade, clareza, equilíbrio, fácil identificação e comunicação, simbologia clara e consistente que a Logo da Madre Vida Clínica Popular foi criada.

SOLUÇÃO

Idealmente, a Logo deve explicar ou sugerir o que o negócio (no caso, a clínica) simboliza. Mas isso é geralmente desnecessário e não demonstra eficácia como mostra a história do design gráfico. Não há nada na logo da IBM, por exemplo, que sugira computadores, somente as letras IBM formadas por listras. Essas listras são agora associadas a computadores pois uma grande companhia teve sua identidade visual construída com estes ideais. Isso se mostra verdadeiro também para a logo da ABC (American Broadcasting Company), que não sugere nada relacionado à televisores. Eles são reconhecidos globalmente somente pelo fator Mnemônico (utilizado para ajudar na técnica de memorização de dados pelo cérebro humano).

No caso da Madre Vida Clínica Popular, o fator mnemônico é seu símbolo. Seu estilo visual abrange 3 significados diferentes e ainda sugere uma espécie de ilusão de ótica. Ilusões de óticas são excelentes para brincar com o cérebro humano e guardar referências visuais.

A identidade visual da logo, para suprir essas necessidades, se baseia em lembranças da beata Madre Teresa de Calcutá. O nome Madre Vida pode fazer uma sugestão para essa mulher que, guiada pela fé em Cristo, era considerada a “mãe dos pobres e desafortunados”.  Madre Teresa foi criadora e fundadora da Congregação Religiosa Missionárias da Caridade, focada única e exclusivamente de viver a caridade no dia-a-dia, de modo a auxiliar os mais desvalidos e mais pobres.

Não à toa, as 3 listras azuis de suas roupas formam um símbolo visual extremamente forte para a lembrança da congregação. Essas listras fazem parte das roupas dos cidadãos mais humildes (bengalis) da cidade natal de Madre Teresa (região entre a Índia e Bangladesh). A escolha da Beata por essa vestimenta se deu em 8 de agosto, de 1948, quando o Diretor espiritual de Madre Teresa anunciou que o Papa tinha permitido que desse início à sua jornada espiritual.

Dulce Figueiredo
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