Poderá a inteligência artificial roubar o lugar do criativo? Recentemente muitos blogs internacionais dedicados à matéria do design tornaram suas atenções a uma nova ferramenta disponibilizada pela Microsoft: o The Drawing Bot (ou “O Bot desenhista” em português).

Poderá a inteligência artificial roubar o lugar do criativo? Enquanto a série Black Mirror lançava sua 4ª temporada, a empresa resolvia dar luz às suas ideias e acaba por nos fazer pensar o que diabos acontecerá com nossas carreiras num futuro não tão distante.

Mas afinal, os robôs podem ter imaginação?

O fato é que a automação já está acontecendo – A Amazon por exemplo já recruta diariamente uma frota de assistentes robotizados para transferir estoque de uma área à outra em seu armazém em Manchester enquanto que nos quiosques de algumas grandes empresas a necessidade de inteligência humana é reduzida ou quase zero. Inclusive a rede de televisão pública britânica BBC lançou uma ferramenta em 2015 no qual permitia que as pessoas testassem a probabilidade existente em elas perderem seus empregos para robôs no futuro.

Sem tantas surpresas assim, trabalhos criativos como o nosso são pouco prováveis de serem substituídos, pelo menos num futuro breve. Enquanto os robôs podem ser programados para completar tarefas repetitivas, lógicas e intelectualmente complicadas para os seres humanos, será que há possibilidade de os robôs adotarem sentimentos? Afinal, a criatividade requer uma boa dose de emoção, imaginação e “feeling”.

O robô da Microsoft desenha o que você diz – e o que não diz

Sim. O novo robô da Microsoft vem desafiando este entendimento. A companhia vem desenvolvendo uma IA que pode desenhar uma imagem inteira baseada tão somente no que um ser humano a diga para fazer. Em vez de operar como uma busca do Google e procurando um resultado compatível, o robô irá na verdade gerar uma imagem nova inteiramente baseada em palavras específicas.

Talvez mais assustador ainda é que a imagem pode preencher algumas lacunas que não foram previamente ditas pelo interlocutor. Por exemplo, se uma pessoa pedir para que o robô gere uma imagem de um pássaro amarelo e azul com um bico pequeno em um ramo de uma árvore, mas não menciona como será o plano de fundo, o próprio robô pode cria-lo pra você – implicando que a IA tem uma espécie de “imaginação articifial”, de acordo com os pesquisadores da Microsoft.

Esse novo robô, que na verdade parece um pouco exagerado em seus afazeres, na verdade foi desenvolvido usando duas formas de tecnologias já existentes: softwares que automaticamente copiam fotos por imagens e outra parte de um software que vem sendo usado para ajudar pessoas cegas respondendo questões humanas sobre imagens, como suas cores e características específicas de cada objeto.

Por mais inteligente que ele pareça, o Bot ainda pode ficar confuso

A equipe da Microsoft admite que é possível confundir o robô – descrições de textos simples como “pássaro azul” serão muito mais eficazes do que uma descrição muito detalhada, podendo gerar uma imagem borrada e confusa.

O mesmo ocorre para descrições absurdas de situações pois o robô não teria nada em sua “memória” para que comparasse e apresentasse algum resultado. De acordo com os pesquisadores, quando pedido  para que ele desenhasse um “ônibus azul voando sobre um céu passando por um lago” resultou em uma imagem com incontáveis números de ônibus se entrelaçando sugerindo que o robô estava numa espécie de luta interna para apresentar algum resultado.

Talvez sua imaginação não seja tão sofisticada ainda…

Num futuro próximo é bem possível que essas máquinas interajam conosco e façam parte de nosso cotidiano. Não duvido que isso possa acontecer em torno de 20 anos. Mas de qualquer maneira é sempre assustador imaginar um cenário onde isso realmente possa vir a acontecer.

E você, o que acha dessa conversa? Me diz nos comentários! 🙂

Fonte: Blog da Microsoft
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